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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Texto de Wagner Moura sobre fim do MinC, que o Estadão não publicou


Por: Wagner Moura

“A extinção do Minc é só a primeira demonstração de obscurantismo e ignorância dada por esse Governo ilegítimo. O pior ainda está por vir”, disse o ator no texto que o Estadão se recusou a publicar. Confira a integra

Escrevi essa resposta-texto para jornalistas do Estado e da Zero Hora que queriam minha opinião sobre a extinção do Minc. O Zero Hora vai dar. O Estado se recusou.

A extinção do Minc é só a primeira demonstração de obscurantismo e ignorância dada por esse Governo ilegítimo. O pior ainda está por vir. Vem aí a pacoteira de desmonte de leis trabalhistas, a começar pela mudança de nossa definição de trabalho escravo, para a alegria do sorridente pato da FIESP, que pagou a conta do golpe.

Começaram transformando a Secretaria de Direitos Humanos num puxadinho do Ministério da Justiça. Igualdade Racial e Secretaria da Mulher também: tudo será comandado pelo cara que no Governo Alckmin mandou descer a porrada nos estudantes que ocuparam as escolas e nos manifestantes de 2013. Sob sua gestão, a PM de São Paulo matou 61% a mais. Sabe tudo de direitos humanos o ex-advogado de Eduardo Cunha, o senhor Alexandre de Moraes.

Mas claro, a faxina não estaria completa se não acabassem com o Ministério da Cultura, que segundo o genial entendimento dos golpistas, era um covil de artistas comunistas pagos pelo PT para dar opiniões políticas a seu favor (?!!!). Conseguiram difundir essa imbecilidade e ainda a ideia de que as leis de incentivo tiravam dinheiro de hospitais e escolas e que os impostos de brasileiros honestos sustentavam artistas vagabundos. Os pró-impeachment compraram rapidamente essa falácia conveniente e absurda sem ter a menor noção de como funcionam as leis (criadas no Governo Collor!) e da importância do Minc e do investimento em Cultura para o desenvolvimento de um país. É muito triste tudo. Ontem vi um post em que Silas Malafaia comemorava a extinção “do antro de esquerdopatas”, referindo-se ao Minc. Um negócio tão ignóbil que não dá pra sentir nada além de tristeza. Predominou a desinformação, a desonestidade e o obscurantismo.

Praticamente todos os filmes brasileiros produzidos de 93 para cá foram feitos graças à lei do Audiovisual. Como pensar que isso possa ter sido nocivo para o Brasil?! Como pensar que o país estará melhor sem a complexidade de um Ministério que cuidava de gerir e difundir todas as manifestações culturais brasileiras aqui e no exterior? Bradar contra o Minc e contra as leis (ao invés de contribuir com ideias para melhorá-las) é mais que ignorância, é má fé mesmo. E agora que a ordem é cortar gastos, o presidente que veio livrar o Brasil da corrupção e seu ministério de homens brancos, com sete novos ministros investigados pela Lava Jato, começa seu reinado varrendo a Cultura da esplanada dos Ministérios… Faz sentido. Os artistas foram mesmo das maiores forças de resistência ao golpe. Perdemos feio.

Acabo de ler que vão acabar também com a TV Brasil. Ótimo. Pra que cultura? Posso ouvir os festejos nos gabinetes da Câmara, nos apartamentos chiques dos batedores de panela, na Igreja de Malafaia e na redação da Veja: “Acabamos com esse antro de artistazinhos comprados pelo PT! Estão pensando o que? Acabamos a mamata da esquerda caviar! Chega de frescura! Viva o Brasil!” Trevas amigo… E o pior ainda está por vir.

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/2016/05/17/estadao-pede-texto-sobre-fim-do-minc-a-wagner-moura-ator-fala-sobre-o-golpe-e-jornal-nao-publica/



18 Capitais têm proposta contra o fim do MinC

Protesto Copacabana Palace - RJ

Manifestantes ocupam prédios em protestos contra extinção do MinC Ao menos 18 capitais registram protestos contra fim da pasta; veja locais. Governo Temer passou atribuições do MinC agora para a Educação.

Manifestantes contrários à extinção do Ministério da Cultura (MinC) ocupam nesta quinta-feira (19) prédios públicos ligados à pasta em ao menos 18 capitais, incluindo Brasília. Os atos têm participação de artistas e produtores culturais.

São registradas ocupações em Natal, Cuiabá, Belém, São Luís, Belo Horizonte, Brasília, Aracaju, São Paulo, Rio de Janeiro, João Pessoa, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Macapá, Maceió, Florianópolis, Porto Alegre e Recife.

Os grupos protestam contra a decisão do presidente em exercício, Michel Temer, de transferir as atribuições do MinC para a pasta da Educação, que passa a se chamar Ministério da Educação e Cultura (MEC). Na quinta-feira já havia várias ocupações contra o fim do ministério.

Em boa parte das cidades, os locais ocupados são sedes da Fundação Nacional das Artes (Funarte) e do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os protestos também são contrário ao governo Michel Temer.

Com a repercussão negativa da decisão de incorporar o MinC à Educação, Temer já havia anunciado que toda a estrutura da Cultura será mantida, mas sem o status de ministério. Marcelo Calero, ex-secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro, assumiu a Secretaria Nacional de Cultura na quinta-feira (19).

Fonte:http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2016/05/manifestantes-ocupam-predios-em-protestos-contra-extincao-do-minc.html


CARNAVAL DE ZÉ PULUCA: O melhor de Pernambuco passa aqui!!!


Em três anos o melhor do carnaval pernambucano se apresentou no “CARNAVAL DE ZÉ PULUCA”. Vale lembrar que o movimento é realizado pela Entidade de Músicos de Bom Conselho, idealizado pelo Produtor Cultural Carlos Alberto. Que a cada ano vem ganhando destaque e prestigio no cenário pré-carnavalesco do Agreste Meridional de Pernambuco. Em 2014 o debut ficou por conta do Maestro Spok. Em 2015 a festa foi comandada por Almir Rouche, já em 2016, a folia ficou por conta do Rei dos Palcos, Alceu Valença. Em 2017, o festejo será ainda maior. Quem viver verá!!!


IV CARNAVAL DE ZÉ PULUCA: Em 2017, ela vem!!!


quarta-feira, 18 de maio de 2016

"Extinção do Ministério da Cultura é ato retrógrado", diz Caetano Veloso em artigo


O artista Caetano Veloso se manifestou contra a extinção do Ministério da Cultura, julgando a ação como um "ato retrógrado". Uma das primeiras medidas de Michel Temer no cargo de presidente interino do Brasil foi decretar o fim de oito ministérios, entre eles o Minc, que se unirá à pasta da Educação. O artigo do músico sobre o tema foi publicado pelo jornal O Globo.

No texto, Veloso defende que o Ministério da Cultura mostrou-se necessário ao país: 

"Hoje temos estudos e projetos brasileiros como referência em organizações internacionais que tratam dos problemas dos direitos autorais em ambiente digital. Somos (ou tínhamos sido) pioneiros na luta em defesa dos criadores, que se viram sem saber o quê, como, quanto e quando receberão pela divulgação de sua obra em plataformas de streaming." 

Ele também se posicionou sobre as acusações de que os artistas famosos brasileiros vivem do dinheiro do Estado. Para o músico, não existe dependência do governo.

"Não. Eu digo NÃO. Os artistas que se sentem atraídos pelo histórico do PT, o mais duradouro e estruturado partido de esquerda do mundo contemporâneo, não são dependentes de governo. Eu não sou dependente de governo. Tenho minhas opiniões próprias e exibo as contradições de minhas buscas. Só retirarei a afirmação de que baixar o MinC a uma secretaria dentro do Ministério da Educação (que tem tarefa gigante pela frente) ou a uma Secretaria Nacional de Cultura ligada à Presidência da República, como se cogita agora, é retroagir se, uma vez em ação, o novo governo prove que é capaz de dar à produção cultural a atenção que ela requer", destacou em seu artigo.

Fonte:http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/politica/noticia/2016/05/a-extincao-do-ministerio-da-cultura-e-ato-retrogrado-diz-caetano-veloso-em-artigo-5802127.html#