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terça-feira, 30 de julho de 2013

Bandas de Pífano ...

Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco


É um conjunto instrumental de percussão e sopro, dos mais antigos, característicos e importantes da música folclórica brasileira. Historicamente o pífano remonta à época dos primeiros cristãos, que tinham no pífano, pifes ou pífora, uma maneira de saudar a Virgem Maria nas festas natalinas. Na feição nordestina a banda de pífanos é uma criação do mestiço brasileiro, que com sua criatividade e intuição musical adaptou o instrumental, dando-lhe a forma típica pela qual é conhecida no folclore brasileiro.

Por toda a região Nordeste do Brasil e nos estados de Minas Gerais e Goiás são usados várias termos para denominar o conjunto: Banda de Pífanos, Banda de Pife, Música de Pife, Zabumba, Cabaçal, Esquenta-Mulher, Banda de Negro, Terno, Banda de Couro (Goiás), Musga do Mato, Pipiruí ( Minas Gerais).

Assim como a sua denominação varia, a sua composição também tem sensíveis diferenças, mas seus instrumentos básicos são dois pífanos, um surdo, um tarol e um bombo ou zabumba.

Em Pernambuco, é composta por dois pífanos, uma caixa, um bombo, um surdo e um tambor.

Em Alagoas, além dos instrumentos básicos acrescenta-se um par de pratos e em certos grupos um triângulo e até um maracá para maior sonoridade.

No Ceará, também acrescentam-se prato e triângulo e em Sergipe o triângulo e o ganzá.

Em Goiás, a Banda de Couro, como é chamada, é composta por bombo, caixa ou tarol e viola.

O pífano é o comandante da banda. É um instrumento semelhante à flauta, feito de taquara, uma madeira muito comum nas matas do sul de Pernambuco. É encontrado em três tamanhos: 65cm a 70cm, chamado Régua Inteiro, 50cm, oTrês Quartos e o de 40cm, Régua Pequena. O som do pífano muda de acordo com o tamanho. Cada pífano tem sete orifícios, sendo seis para os dedos e um para os lábios (sopro). O segredo, tanto da confecção quanto da execução do pífano, é passado de pai para filho.

Os componentes das bandas são, na sua maioria, trabalhadores rurais que se ocupam da agricultura de subsistência, trabalhando no "alugado", ou cultivando sua pequena roça. Reúnem-se antes de cada apresentação e repassam o repertório. Não têm formação musical e tudo o que tocam é de ouvido. Entre as músicas mais executadas estão Asa Branca, Valsa, Mulher Rendeira, A Briga do Cachorro com a Onça, Sabiá, Guriatã de Coqueiro, A Ema Gemeu no Pé do Juremá, entre outras. Há várias bandas de pífanos pelo Nordeste, mas uma das mais conhecidas é a de Caruaru, fundada pelos irmãos Biano, Sebastião e Benedito, em 1924, que já tocou até para Lampião em Tacaratu, quando o cangaceiro foi pagar uma promessa.



segunda-feira, 29 de julho de 2013

Arte Espetacular dos Quilombolas





Em Breve estaremos apresentando a História 
desse Balé Espetáculo que encanta multidões

Gerson do Cavaquinho

 
Gerson Bezerra da Silva, 76 anos de idade, Músico da Arte Popular de Bom Conselho, oriundo do Sitio Angico zona rural de Bom Conselho, aprendeu a tocar cavaquinho desde 10 anos de idade, acompanha Tonho Buzunga (Sanfoneiro) há 40 anos em estrada a fora, já tocou com Mané Caju dos 8 Baixos, Everaldo do Acordeom e o Sanfoneiro  Bain, além de tocar Cavaquinho, também toca Banjo.

Associação dos Músicos Amadores de Bom Conselho - AMABC, vem realizando o 1º Censo Cultural de Bom Conselho, inventariando a Classe Artística de Papa Caça.

"Estamos entusiasmado a cada encontro dos músicos da Arte Popular de Bom Conselho, sempre somos bem recebidos por todos, onde revelam a sua alegria em saber que ainda existe pessoas preocupada com os artistas bomconselhenses". Sentencia Carlos Alberto
 

domingo, 28 de julho de 2013

AMABC em Prol da Cultura Quilombola de Bom Conselho ...




A palavra quilombo é originária do idioma africano quimbundo, que significa: “sociedade formada por jovens guerreiros que pertenciam a grupos étnicos desenraizados de suas comunidades”.

O Território Remanescente de Comunidade Quilombola é uma concretização das conquistas da comunidade afro descendente no Brasil, fruto das várias e heroicas resistências ao modelo escravagista e opressor instaurado no Brasil colônia e do reconhecimento dessa injustiça histórica. 

 
Embora continue presente perpassando as relações socioculturais da sociedade brasileira, enquanto sistema, o escravagista vigorou até 1888 e foi responsável pela entrada de mais de 3,5 milhões de homens e mulheres prisioneiros oriundos do continente africano – embora haja discrepância entre as estimativas apresentadas, Sérgio Buarque de Holanda faz uma análise das mesmas considerando este um número sensato. 


Além de oriundos dos antigos quilombos de escravos refugiados é importante lembrar que muitas das comunidades foram estabelecidas em terras oriundas de heranças, doações, pagamentos em troca de serviços prestados ou compra de terras, tanto durante a vigência do sistema escravocrata quanto após sua abolição.

Aqui em Bom Conselho temos cinco territórios devidamente reconhecidos pela Fundação Cultural Palmares:

Comunidade Quilombola Angico
Localização: Sítio Angico.

Comunidade Quilombola Angico de Cima
Localização: Sítio Angico de Cima.

Comunidade Quilombola Macacos
Localização: Sítio Escorrego.

Comunidade Quilombola Isabel
Localização: Sítio Lagoa da Pedra.

Comunidade Quilombola Flores
Localização: Sítio Flores.

Registramos avanços sociais bastante relevantes em algumas comunidades Quilombolas de Bom Conselho; casas de alvenarias, cisternas, escolas, cestas básicas entre outros benefícios.

Porém há setores totalmente desprezados nas comunidades Quilombolas de Bom Conselho; Saúdes, Formações Profissionais, Gerações de Empregos entre outros.


A CULTURA infelizmente faz parte do rol da desassistência pública, levando as Comunidades Quilombolas a descaracteriza-se, pois os recursos de investimentos na preservação dos costumes e tradições Afro-brasileira, não contemplam os Remanescentes de Quilombos em canto algum do território brasileiro.

Associação dos Músicos Amadores de Bom Conselho – AMABC, que vem abraçando as causas em prol da cultura em terra de Papa Caça, elaborou um projeto visando resgatar, parte dos acervos culturais ainda existentes nas Comunidades Remanescentes de Quilombo em Bom Conselho.

“Não disponhamos de recursos financeiros e nem apoio dos poderes públicos, mais temos algo bem valioso, a vontade de ajudar, através do nosso olhar vamos dar um tom cultural nas Comunidades Quilombolas de Bom Conselho, até porque já iniciamos as primeiras ações”. A juíza Carlos Alberto.

Em breve, estaremos publicando os feitos das nossas ações, em prol dos Quilombolas bomconselhenses.