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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Confecção do novo Estandarte do Carnaval de Zé Puluca segue firme


Pelas mãos do renomado artista olindense Claudionor Filgueira, está sendo confeccionado o novo Estandarte do Carnaval de Zé Puluca. Através de suas mãos, já foram e estão sendo também criados os Estandartes dos Blocos da Pitombeira dos Quatro Cantos, Ceroula, Maracambuco, e Elefante de Olinda.  

Agora a vez é do Carnaval de Zé Puluca, Agremiação Carnavalesca essa da Cidade de Bom Conselho, que terá em seu estandarte os finos bordados artísticos de Claudionor Filgueira. No 4º ano de sua existência o CARNAVAL DE ZÉ PULUCA comemorará BODAS DE CERA, FLORES E FRUTAS. Cada peça esta sendo confeccionada dentro dos mais minuciosos detalhes. Garantindo assim a exposições dos principio culturais defendidos pela AMABC. O novo Estandarte, representará a rica cultura carnavalesca do festejo das homenagens. Bandeira essa que homenageia a memória do saudoso maestro Zé Puluca. Cada peça está sendo confeccionada a fios de ouro, destacando os elementos simbólicos que reluzirá os valores defendido pela Associação dos Músicos de Bom Conselho, entidade essa responsável pela realização da melhor folia pré-carnavalesca do agreste pernambucano. 

O Anjo representa a devoção divina. A Lira musical, o oficio do maestro José Duarte Tenório. As Garças, legítimos pássaros migratórios, presente na diversidade da natureza viva bonconselhense. As Máscaras do riso, principal marca que transcende a alegria momesca da Folia de Puluca. A Coroa simboliza a rica cultura dos reinos dos quilombos existentes no passado, e com eles a inigualável riqueza cultural trazidas de diversas partes do Continente Africano. As folhas douradas, a riqueza da mata atlântica presente em Bom Conselho. A Estrela representa o brilho transformador de cultura que a cada ano desperta novos adeptos ao festejo de Puluca. E por fim entre os bicos das garças, as inicias letras simbólicas do Mestre Ariano Suassuna, Patrono do Carnaval de Zé Puluca.

domingo, 25 de setembro de 2016

IV CARNAVAL DE ZÉ PULUCA: Fiel e Fielzimho nos 90 Anos de Puluca


Surgido pela fidelidade de um grande amor. O Bloco do Fiel do Varadouro, foi idealizado e fundado pelo o olindense Rogelio, que em uma demonstração de sua fidelidade a sua esposa, idealizou e criou o Fiel do Varadouro. Sem dispor de grande recurso para confeccionar um boneco com a sua semelhança, Rogelio queria demonstrar que é possível sim, brincar o festejo de momo junto com todos os seus familiares, com respeito e total fidelidade a todos que ama. Essa tradição segue firme há uma década, arrastando foliões no Varadouro de Olinda. 

Todos os anos o TCM Fiel e Fielzinho destacam suas temáticas apresentando sempre uma mensagem para seus fieis foliões. Nesse sábado (24) o presidente do Carnaval de Zé Puluca, convidou referida agremiação do Varadouro, para participar da 4ª Edição do Carnaval de Zé Puluca. Onde imediatamente foi aceito pelo seu presidente.


IV Carnaval de Zé Puluca homenageará Alcides Honório dos Santos "O Cidinho"


O presidente da AMABC Carlos Alberto no uso das suas atribuições, homenageará o saudoso Alcides Honório dos Santos, “o Cidinho” na 4ª Edição do Carnaval de Zé Puluca. Afinal quem é “o Cidinho”? Sabemos que infelizmente vivemos em um país que não se valoriza a memória do seu povo. Carlos Alberto que sempre está na busca constante em resgatar, preservar, valorizar e difundir a memória artística de Bom Conselho, partiu em mais uma odisseia cultural, sendo desta vez, bastante ousada. Destino? Olinda, Patrimônio Cultural da Humanidade.

Por iniciativa própria o Idealizador do Carnaval de Zé Puluca, foi conhecer de perto a História de Alcides Honório dos Santos, que por mais de 50 anos conduziu com elegância a calunga ícone do Carnaval Pernambucano. O Homem da Meia-Noite. Para Carlos Alberto, presidente da Associação dos Músicos de Bom ConselhoPernambuco tem um debito impagável a memória do saudoso “o Cidinho”. Vale salientar que até o presente momento não a registro algum, que tenha narrado a incrível história do homem que deu alma ao Homem da Meia-Noite. Alcides Honório dos Santos nasceu na cidade de Olinda, e ainda jovem conduziu com maestrina elegância, a calunga que viria a se tornar no ícone do Carnaval de Pernambuco. Durante 57 Anos foi dele o oficio de dar vida o Homem da Meia-Noite.

Com a estrutura em madeira, o boneco original tinha a cabeça, o busto e as mãos em papel gomado e massa corrida para o acabamento, pintados numa tonalidade semelhante à da pele humana. Medindo 3,50 metros e pesava cerca de 50 quilos.  Seus braços eram recheados de palha para colchão e, assim como os punhos e as mãos, continham areia para mantê-los em posição durante as evoluções. Para suas roupas, eram necessários aproximadamente 20 m de tecido. Proibido de manipular o gigante mais querido de Olinda, por recomendação da sua esposa. Alcides ganhou da sua sogra, uma importante aliada que por durante 50 anos guardou em total segredo, seus desaparecimentos repentino, durante o período momesco.

Sua esposa não aprovava sua paixão em dar vida e movimento ao boneco do Homem da Meia-Noite. Por não ser na época o referido oficio, um trabalho remunerado. Em um dos seus repentinos desaparecimentos, sua sogra que chegou a pensar que o mesmo tinha um relacionamento extraconjugal, seguiu seus passos até se deparar com o mesmo adentrando em uma casa que era vizinha a sede do Homem da Meia-Noite. 

Pronta para dar o flagrante no gero. A sogra de Cindinho deparou-se na verdade foi com uma grande surpresa. O Homem da Meia-Noite era conduzido pelo mesmo. Na verdade a Casa possuía uma passagem que dava acesso a Sede. E era por lá, que seu Cidinho podia adentrar sem ser visto. Uma vez pego pela sogra, Alcides pediu para que a mesma não contasse a sua esposa, pois temia que ela pudesse querer se separar. E assim o segredo se arrastou durante 50 anos. Bastava haver qualquer discussão sobre seu sumiço, que sua sogra logo tomava as dores. Lembrando que a mesma não perdia se quer um dia da apresentação do Homem da Meia-Noite.

Em 2017 o Homem da Meia-Noite celebrará seus 85 Anos de existência, dos quais, 57 anos foram conduzindo pelo saudoso manipulador de gigante na pessoa de Alcides Honório dos Santos. O homem que ajudou a propagar não somente a calunga do dente de ouro, mais que acima de tudo impulsionou o legado do carnaval olindense. Por tais fatos, o Carnaval de Zé Puluca, fará uma justa homenagem ao homem que deu vida, sem perder a elegância do boneco que representa os gigantes de Pernambuco.