terça-feira, 28 de outubro de 2014

Dilabom veste a camisa do II Carnaval de Zé Puluca em apoio


Dilabom - Diagnostico Laboratoriais de Bom Conselho, sobre o comando da Ilustre Dra. Maria Izabel, vem prestando relevantes serviços em prol da saúde da família bomconselhense, com agilidade e precisão. Diagnosticando as mais variadas patologias.
 
Não é de agora que a Dra. Maria Izabel vem acompanhando o Projeto de resgate e fortalecimento da cultura através da AMABC. Mais do que uma incentivadora, nossa Doutora acreditar na importância desse trabalho, militado pela entidade de músicos de Bom Conselho, que visa ilustrar a Pernambuco e ao Brasil, a rica cultura de Papacaça, apresentado pela manifestação da cultura popular carnavalesca, o Carnaval de Zé Puluca.


CDL de Bom Conselho renova apoio ao Carnaval de Zé Puluca



CDL – Clube dos Dirigentes Lojistas de Bom Conselho, renova apoio ao movimento de resgate cultural Carnaval de Zé Puluca 2015. Já na primeira edição do festejo que rende homenagem a memoria do maestro Zé Puluca, a CDL de Bom Conselho, representada pela sua presidenta Katiúscia Araújo, acolheu a iniciativa da entidade da AMABC – Associação dos Músicos Amadores de Bom Conselho, em primeira hora, por entender que o referido projeto cultural carnavalesco, também visa o fortalecimento turístico de Papacaça.

“Na atualidade somos o único município do agreste meridional de Pernambuco, acreditar na força transformadora que a cultura realiza em prol do turismo. Bom Conselho é bela, e precisa ser mais visitada. Para que a cidade possa ser mais conhecida. Aqui temos uma rica expressividade artística na arte sacra, nosso artesanato é conhecido por Brasil afora, temos registros que a arte bomconselhense já transcendeu continentes. Já na sua primeira edição o Carnaval de Zé Puluca, arrastou mais de 4 mil foliões, gente que vieram de outras cidades, para prestigiar a memória do maestro José Duarte Tenório (Zé Puluca). Bom Conselho goza de uma estrutura hoteleira de porte, aqui se tem pizzarias, bares e restaurantes, toda infraestrutura necessária para recepcionar a classe turística carnavalesca. Precisamos fortalecer esse seguimento cultural, para que no futuro bem próximo, todos possam  colher seus merecidos frutos”. Declarou Carlos Alberto, presidente da AMABC. 

Tributo a Capiba, a aula-espetáculo que Ariano Suassuna não deu em Bom Conselho


Tributo a Capiba foi uma homenagem que Ariano Suassuna fez ao compositor de frevos autor de Madeira que cupim não rói e Maria Betânia, morto há 17 anos.

Num espetáculo que reuniu música, dança, canto e poesia. Acompanhado de músicos, bailarinos e cantores, Ariano fez um resgate da obra menos conhecida de Capiba, que não alcançou o grande público.

Músicas como “Tu que Me Deste o Teu Cuidado”, uma seresta criada a partir de um poema de Manuel Bandeira, “Sino, Claro Sino”, com poema de Carlos Pena Filho, entre outras, foram cantadas e dançadas pelo Grupo Arraial, criado por Ariano para desenvolver seu projeto de aulas-espetáculo.

Conhecido pelos frevos que são cantados e tocados a cada Carnaval, Capiba teve uma vasta produção envolvendo valsas, choros, maracatus, entre outras. De todo o repertório do espetáculo, apenas uma é um frevo: “Tributo a João Pernambuco”.

Ariano conheceu Capiba quando tinha pouco mais de nove, ainda em Taperoá, na Paraíba, graças a seus dois irmãos mais velhos, Saulo e João Suassuna. Os rapazes paraibanos moravam em uma pensão no Recife, onde o jovem compositor também vivia. Saulo, João e Capiba criaram então o grupo musical “Bando Acadêmico do Recife”. Numa das apresentações, Ariano escutou uma composição, criada a partir da poesia de Jorge de Lima, musicada por Capiba. Foi o seu primeiro contato com a poesia moderna.

Quando veio morar no Recife, Ariano e Capiba tornaram-se grandes amigos, amizade que resultou em parcerias e mútuas influências, como nas músicas “São os do Norte que Vêm” e “Cantiga de Jesuíno”, ambas de 1967. Impressionado com a musicalidade do compositor capaz de criar frevos, serestas, choros e valsas, Ariano, aos 24 anos, escreveu um ensaio sobre a obra de Capiba, de quem se tornaria um grande amigo e também compadre, até a morte do músico, em 1997, aos 93 anos.

O trabalho de resgate das partituras e letras coube a Antônio Madureira, diretor musical do espetáculo, compositor como Capiba, violonista e integrante do grupo Arraial. Madureira fez uma intensa pesquisa junto ao acervo da Fonoteca da Fundação Joaquim Nabuco. A bailarina Maria Paula Costa Rêgo, responsável pelas coreografias, optou por uma linguagem em que o fio condutor era as danças populares, buscando “o corpo e a dança” de cada um dos bailarinos do Arraial.

O espetáculo “Tributo a Capiba” foi levado gratuitamente a diversas cidades do estado, cumprindo o projeto de “interiorização da cultura” defendido pelo então Secretário Ariano Suassuna, desde que iniciou seu trabalho no governo Eduardo Campos, em 2007, tempo em que comandou a Secretaria Especial de Cultura. 

Ariano e Capiba eram amigos, mas discordavam com relação a futebol: Ariano era rubro-negro, Capiba era tricolor fervoroso. Por isso, o cenário da aula-espetáculo foi apresentado nas cores preto, branco e vermelho.