quarta-feira, 3 de junho de 2015

Arte de Galo Preto vira Patrimônio Cultural Imaterial de Bom Conselho


Ontem na Câmara Municipal de Bom Conselho, foi aprovado por unanimidade o Projeto de Lei de autoria do Vereador Geninho Tavares, que reconhece toda expressividade artística e cultural de Tomaz Leão Cavalcante "Mestre Galo Preto", como Patrimônio Cultural Imaterial de Bom Conselho. Um justo reconhecimento àquele que vem dedicando há mais de 70 anos, sua vida em prol da Arte do Coco, levando o nome de Bom Conselho e Pernambuco aos quatro cantos do mundo.

“Minhas considerações sobre o assunto em tela grifa sob o destaque acima mencionado. Quero aplaudir de pé, de forma calorosa, o nobre gesto do parlamentar Geninho Tavares. Que através do exercício do seu mandato, outorgado pela vontade democrática do povo bonconselhense, apresentou na Casa Legislativa de Dantas Barreto e defendeu com toda veemência, o Projeto de Lei, que passou a dar o justo reconhecimento à expressividade cultural, ao um dos mais ilustres filhos de Bom Conselho. Tomaz Leão Cavalcante, "Mestre Galo Preto" Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco. Graças às ações do gabinete do nobre edil Geninho Tavares. A Arte de Galo Preto passou a ter reconhecimento em sua terra natal. É muito triste para o artista, saber que apesar da sua arte ser admirada e premiada em vários lugares, não é reconhecida na terra em que nasceu. Mais agora finalmente foi feito justiça. Galo Preto que já é Patrimônio Vivo de Pernambuco, agora tem a sua arte reconhecida como  Patrimônio Cultural Imaterial de Bom Conselho. Viva a rica cultura de Bom Conselho, berço do Coco, dos quilombos com suas lindas canções”. Pontuou Carlos Alberto, presidente da AMABC. 

Aventura de uma formiga agrestina da Pedra Talhada, contada em Francês


A visita ao artista plástico Ailton Santana também possibilitou o presidente da Associação dos Músicos de Bom Conselho em conhecer a Obra Prima que conduz ao rico mundo da arte, a serviço da preservação ecológica em nossa região.

O Livro “LILI LA FOURMI ET LE TRÉSOR DE PEDRA TALHADA – LLILI A FORMIGA E O TESOURO DA PEDRA TALHADA” revela a aventura de uma formiga do agreste meridional pernambucano. Onde nos conta com detalhe a rica diversidade da reserva da Pedra Talhada. Essa história foi extraída das inúmeras pesquisas realizada pela Bióloga Anita Studer, na Reserva Biológica Federal da Pedra Talhada. Por iniciativa da Bióloga Anita Studer, o livro acima foi criado para fins de lecionar consciência ambiental para jovens, crianças e adolescentes suíços e franceses. 

Em 1981 a pesquisadora Anita Studer identificou um pássaro raríssimo cujo nome científico é Curaeus forbesi, conhecido como "Anumará" pela população local. Dando conhecimento da sua descoberta ao seu diretor de pesquisa em São Paulo, que decidiu que este pássaro seria um excelente assunto de pesquisa, mas que precisaria apressar os estudos porque o rápido desmatamento o extinguiria em poucos anos, assim como as outras espécies endêmicas da região. Sobrevoando esta região Anita Studer percebeu o tamanho da catástrofe que tomava conta da floresta. Ela decidiu então iniciar seu trabalho para salvar o maciço de “Pedra Talhada”. Para melhor conduzir este projeto, ela precisou da ajuda da população local, mas encontrou grande dificuldade, porque ninguém se interessava em salvar esta Mata.
 

As autoridades locais explicaram a ela que as pessoas teriam dificuldades para compreender um projeto ecológico não tão concreto como a construção de uma escola ou uma estrada. Anita Studer entendeu que era necessário elaborar projetos sócio-educativos para conquistar o apoio da população. O primeiro passo era a reconstrução de uma escola destruída por um incêndio. Em 1985 em Genebra, ela fundou a Associação Nordesta Reflorestamento e Educação. Deste então foram lançados muitos outros programas visando o desenvolvimento sócio-econômico da região do entorno da mata com sede no Município de Quebrangulo. Foram realizadas várias oficinas de educação ambiental e de formação profissional para a população, principalmente para as crianças de rua.

Em breve a AMABC conhecerá de perto o extraordinário trabalho da ONG Nordesta, sob o olhar da Bióloga Anita Studer.