segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Gláucio Dória o Comunicador Cultural ...


O bom comunicador precisa ter bagagem cultural para conseguir informar e comentar todo tipo de assunto, assim é Gláucio Dória que há 38 anos é jornalista, radialista, comunicador e apresentador, atualmente comanda os Programas Show da Manhã e Papacaça Debate na Rádio Papacaça AM 1470.



Gláucio já trabalhou na Difusora, Liberdade, Gazeta, Princesa Serrana, Sampaio, Palmeira FM, Rede Estação Sat, Jornal do Comercio (Garanhuns) entre outras, mais que um radialista, Dória é um verdadeiro militante em prol da cultura de raízes, por entender o valor da cultura popular como tema gerador, cultura essa, como o nome já diz, cultura do povo, esse conjunto de práticas e tradições, expressas através das músicas, festas, mitos, lendas, crendices, costumes, danças, superstições e outras formas de manifestações artísticas do povo nordestino.


Hoje a integração das mídias fez com que o rádio se transformasse, exigindo dos locutores muito mais repertório para convencer um público cada vez mais intelectualizado e exigente.


Por tudo isso Associação dos Músicos Amadores de Bom Conselho, vem a público registrar nossos mais sinceros agradecimentos, por poder contar todas as Sextas–Feiras, com a presença do comunicador Gláucio Dória da Silva, no Programa Papacaça Debates, das 11:00hs ás 12:00hs, difundido os valores populares da nossa gente, levando a arte popular de Bom Conselho a todos.

11º Festival Estudantil de Teatro e Dança - Recife, vai até o dia 01/09


Até o domingo (1/9), Pernambuco recebe a 11ª edição do Festival Estudantil de Teatro e Dança, uma vitrine para grupos de teatro e dança de escolas, universidades e cursos de artes cênicas do estado. Em cartaz no Teatro Apolo desde o dia 14/8, o festival homenageia o escritor e diretor de teatro Manoel Constantino e a bailarina, coreógrafa e diretora do Grupo Grial de Dança, Maria Paula Costa Rêgo. O evento é uma realização do produtor Pedro Portugal, com incentivo do Funcultura, do Governo do Estado, e o apoio da Prefeitura do Recife.



Entre os selecionados deste ano, 22 montagens teatrais e 30 coreografias de até 10 minutos cada que ocuparão o palco do Teatro Apolo. Os jovens são de nove cidades da Região Metropolitana e do Agreste: Recife, Olinda, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Igarassu, Vitória de Santo Antão, Pesqueira e Belo Jardim.


O festival, que já acontece desde 2003, tem o objetivo de revelar talentos para a cena artística pernambucana, e vem dando muito certo. O grupo Magiluth, hoje conhecido e reconhecido nacionalmente, foi revelado no festival. 


O evento é competitivo e todos os grupos participantes concorrem a troféus. Parte da venda dos ingressos antecipados é revertida para a produção dos grupos. Entre os participantes estão o Grupo Teatral Ariano Suassuna (Escola Estadual Santos Cosme e Damião - Igarassu), Cia. Dinâmica de Dança e Teatro (Escola Ariosto Nunes Martins/Projeto Escola Aberta - Cabo de Santo Agostinho), Grupo de Teatro Macambira (Academia Santa Gertrudes - Olinda), Cia. Experimental de Teatro (FAINTVISA - Vitória de Santo Antão), Studio de Danças (Recife), Equipe de Dança (Colégio Equipe - Recife), entre outros.

Ariano Suassuna: “O Gênio da Cultura Brasileira”





Por: José Roberto Pereira

Atendendo convite especifico da nossa Associação dos Músicos Amadores de Bom Conselho-AMABC, nossa cidade tem a honra, orgulho e privilégio de receber o Mestre dos Mestres da Cultura Nordestina e Membro da Academia Brasileira de Letras o Professor Ariano Suassuna. Sua aula espetáculo “ TRIBUTO A CAPIBA” será realizada na AABB no dia 06 de novembro a partir das 20 horas apenas para convidados. Vamos conhecer juntos um pouco da história desta grande personalidade Paraibana, porém, de alma Pernambucana.

Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, no Palácio do Governo aos 16 de junho de 1927, filho de Cássia Vilar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no Cariri, na Fazenda Acauã, em Taperoá na Paraíba.

Com a Revolução de 1930, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.

Em 1942, ainda adolescente, Ariano Suassuna muda-se para cidade do Recife, no vizinho estado de Pernambuco, onde passou a residir definitivamente. Estudou o antigo ensino ginasial no renomado Colégio Americano Batista, e o antigo colegial (ensino médio), no tradicionalíssimo Ginásio Pernambucano e, posteriormente, no Colégio Oswaldo Cruz. Posteriormente, Ariano Suassuna concluiu seu estudo superior em Direito (1950), na célebre Faculdade de Direito do Recife, e em Filosofia (1964.)

De formação calvinista e posteriormente agnóstico, converteu-se ao catolicismo, o que viria a marcar definitivamente a sua obra.

Ariano Suassuna estreou seus dons literários precocemente no dia 7 de outubro de 1945, quando o seu poema "Noturno" foi publicado em destaque no Jornal do Comercio do Recife.

Na Faculdade de Direito do Recife, conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma mulher vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Seguiram-se Auto de João da Cruz, de 1950, que recebeu o Prêmio Martins Pena, o aclamado Auto da Compadecida, de 1955, O Santo e a Porca - O Casamento Suspeitoso, de 1957, A Pena e a Lei, de 1959, A Farsa da Boa Preguiça, de 1960, e A Caseira e a Catarina, de 1961.


Em 1955, Auto da Compadecida o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema.

Em 1956, afasta-se da advocacia e se torna professor de Estética da Universidade Federal de Pernambuco, onde se aposentaria em 1994. Em 1976, defende sua tese de livre-docência, intitulada "A Onça castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira".

Ariano acredita que: "Você pode escrever sem erros ortográficos, mas ainda escrevendo com uma linguagem coloquial."

Obras de Ariano Suassuna já foram traduzidas para inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês.


Uma conceituação do Movimento Armorial pelo próprio Suassuna


     "A Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos "folhetos" do Romanceiro Popular do Nordeste (Literatura de Cordel), com a Música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus "cantares", e com a Xilogravura que ilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro relacionados."

  
O amor de Ariano (Paraibano) por Pernambuco lembra verso do Poeta e Jagunço Pacífico Pacato Cordeiro Manso, filho de Quebrangulo – AL (Terra natal de Graciliano Ramos) e cabra de confiança do cangaceiro Jesuíno Brilhante, mostrando que Alagoas, Pernambuco e Paraíba tem as mesmas origens culturais  e familiares. “Meus Pais foram se mudando para o sertão alagoano, nasceram no Cariri no sertão Paraibano, se nasceram na Paraíba também são Pernambucanos”. Na próxima edição da Gazeta: Tributo de Ariano (torcedor do SPORT) a Capiba (torcedor do Santa Cruz).

O Movimento Armorial surgiu sob a inspiração e direção de Ariano Suassuna, com a colaboração de um grupo de artistas e escritores da região Nordeste do Brasil e o apoio do Departamento de Extensão Cultural da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários da Universidade Federal de Pernambuco.

Teve início no âmbito universitário, mas ganhou apoio oficial da Prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco.

Foi lançado oficialmente, no Recife, no dia 18 de outubro de 1970, com a realização de um concerto e uma exposição de artes plásticas realizados no Pátio de São Pedro, no centro da cidade.

Seu objetivo foi o de valorizar a cultura popular do Nordeste brasileiro, pretendendo realizar uma arte brasileira erudita a partir das raízes populares da cultura do País.

Segundo Suassuna, sendo "Armorial" o conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo, a heráldica é uma arte muito mais popular do que qualquer coisa. Desse modo o nome adotado significou o desejo de ligação com essas heráldicas raízes culturais brasileiras.

O Movimento tem interesse pela pintura, música, literatura, cerâmica, dança, escultura, tapeçaria, arquitetura, teatro, gravura e cinema.

Uma grande importância é dada aos folhetos do romanceiro popular nordestino, a chamada literatura de cordel, por achar que neles se encontra a fonte de uma arte e uma literatura que expressa as aspirações e o espírito do povo brasileiro, além de reunir três formas de arte: as narrativas de sua poesia, a xilogravura, que ilustra suas capas e a música, através do canto dos seus versos, acompanhada por viola ou rabeca.

São também importantes para o Movimento Armorial, os espetáculos populares do Nordeste, encenados ao ar livre, com personagens míticas, cantos, roupagens principescas feitas a partir de farrapos, músicas, animais misteriosos como o boi e o cavalo-marinho do bumba-meu-boi.

O mamulengo ou teatro de bonecos nordestino também é uma fonte de inspiração para o Movimento, que procura além da dramaturgia, um modo brasileiro de encenação e representação.

Congrega nomes importantes da cultura pernambucana. Além do próprio Ariano Suassuna, Antonio Madureira, Francisco Brennand, Raimundo Carrero, Gilvan Samico, Géber Accioly, Antônio Carlos Nobrega entre outros, além de grupos como o Balé Armorial do Nordeste, a Orquestra Armorial de Câmara, a Orquestra Romançal e o Quinteto Armorial.