sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Maracatu e Cavalo-marinho viram Patrimônio Imaterial do Brasil


Em Pernambuco, os grupos de Maracatu e de Cavalo Marinho estão em festa. Eles foram reconhecidos como patrimônio imaterial do país.


Personagens do Maracatu e do Cavalo Marinho se juntaram para comemorar o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. É o reconhecimento da importância destas manifestações culturais para a identidade e história do povo de Pernambuco e, agora, também de todos os brasileiros. “É o reconhecimento do estado brasileiro, do Brasil, no sentido de que estas manifestações são importantes serem preservadas”, afirma o secretário de Cultura de Pernambuco, Marcelo Canuto.

O Cavalo Marinho faz parte do ciclo natalino. É a festa pelo nascimento do Menino Jesus e a chegada dos Reis Magos. Existem 12 grupos em Pernambuco que enfrentam muitas dificuldades. As apresentações são escassas. “Espero que o órgão público dê mais atenção para gente, para gente não depender só de uma apresentação durante o ano ou até duas, depender de mais trabalho para gente e todos os Cavalos Marinhos de Pernambuco”, diz José Grimário da Silva, representante dos grupos de Cavalos Marinhos.

Os maracatus são mais numerosos e têm origens diferentes. São 115 grupos de Baque Solto, ou Maracatu Rural. O personagem mais imponente é o Caboclo de Lança. A dança vigorosa e os versos improvisados remetem ao jeito dos canavieiros brincar o carnaval.

Já o Maracatu de Baque Virado, ou Maracatu Nação, surgiu nas senzalas e traz uma corte para representar a coroação dos reis negros. São 26 grupos que mantêm viva esta tradição em Pernambuco.

“Vai proporcionar um maior respeito, uma maior divulgação às nações do Maracatu, principalmente aquelas que se encontram com dificuldades de colocar os brincantes na rua para poder facilitar a confecção das suas fantasias, os seus adereços”, diz Fábio de Souza Sotero, presidente da Associação dos Maracatus Nação de Pernambuco

Os maracatus festejam o reconhecimento em um momento simbólico. O grupo mais antigo em atividade, o Cambindinha de Araçoiaba, está completando 100 anos. Para eles, o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil é mais do que uma esperança. É a garantia de que terão apoio e a proteção que precisam para atravessar os próximos séculos.

“Agora a gente tem que se qualificar para poder cobrar e, assim, preservar. Porque este título vai ajudar na preservação dessa cultura que é a cultura do Baque Solto”, afirma Manoel Salustiano Soares Filho, presidente da Associação dos Maracatus de Baque Solto de Pernambuco.

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2014/12/maracatu-e-cavalo-marinho-viram-patrimonio-imaterial-do-brasil.html