quinta-feira, 5 de maio de 2016

Forró, o verdadeiro, tem que ter sanfona, zabumba e triângulo.


Havia uma época que o festejo junino de Bom Conselho era dedicado ao forró tradicional, favorecendo a autêntica cultura pernambucana e os forrozeiros, cantores e compositores de melhor qualidade. Tempo onde comer milho cozido e pé-de-moleque, era diversão garantida para os exigentes paladares juninos. Tempo em que o Polo dos Festejos Juninos era chamado de ARRAIÁ, feito de palha de coqueiro. Onde a música era sem duvida mais importante do que os grupos musicais. Hoje o que assistimos é a descaracterização da nossa rica cultura junina da nossa cidade, custeada por recursos públicos municipais, estaduais e federais. Induzindo a nossa juventude a desprezar a inigualável cultura pernambucana. Silenciando a sanfona, zabumba e o triangulo de Luiz Gonzaga, instrumentos esses que por muitos anos ajudou a narrar à vida sofrida do povo nordestino sertanejo. Época em que valores e virtudes da cultura nordestina eram respeitados e preservados. Hoje presenciamos a imagem feminina da mulher nordestina, relacionada ao forte apelo comercial da produção artística de bandas estilizadas com músicas de caráter explicitamente sexual. Inferiorizando e vulgarizando a figura feminina do nosso povo. Talvez se houvesse manutenção, incentivada pelo poder público municipal, certamente carreariam, centenas de jovens, a desenvolverem, o bom gosto pela cultura nativista de nossa cidade, possibilitando o surgimento de novos talentos, ajudando ainda mais elevar o nome de Papacaça dentro de um cenário mais regionalizado. Levando para Pernambuco e para o Brasil afora a rica cultura de Dominguinhos, musicalidade genuinamente bonconselhense!