sábado, 22 de outubro de 2016

IV CARNAVAL DE ZÉ PULUCA: Pela saudade que nem senti


Por: Carlos Alberto

Como todos sabem não sou de Bom Conselho. Não tenho laços familiares com Zé Puluca. Nem tive o privilegio de conhecer o Professor José Duarte Tenório pessoalmente. Mais posso garantir que conheço sim, os finos dourados fios, que durante toda sua existência teceram a criação do grande artista que em vida foi. Alguns já me perguntaram por que a homenagem? Apenas respondo; talvez seja pela SAUDADE QUE NEM SENTI! Muitos até asseveram que deve ser pelos rios de dinheiro que me banham. Rsss. Sabem de nada inocentes. Todo o trabalho feito em prol do Carnaval de Zé Puluca, são pagos religiosamente pelas ruas e praças cheias de pessoas de todas as idades. Gente que se fantasiam e vestem as camisas que reluzem as lindas cores do carnaval que homenageia o mais ilustre filho de Bom Conselho. Maestro Zé Puluca. A Estrela Dalva de Oliveira em 1970, internada em uma clinica de saúde, já no apagar de sua existência, mesmo bastante debilitada, pediu ao seu medico, que autorizasse sua liberação para cantar no Festival de Musicas Carnavalescas. Onde eternizo-se defendendo sua BANDEIRA BRANCA. 20.000 mil pessoas com lenços brancos, cantaram e choraram junto com a rainha da voz. Um verdadeiro mar de emoções tomou conta do festival, e sob um grande coral de vozes, Bandeira Branca foi a grande vencedora. O Brasil todo assistiu pela televisão e se emocionou, diante de uma mulher que na plenitude de sua luz, cantou Bandeira Branca, pedindo paz! São por esses valores que a exemplo da saudosa Dalva de Oliveira, emotiva a cada ano a minha pessoa levar as ruas de Bom Conselho um grande encontro social, onde os valores como paz, amor e felicidade se transformam em um oceano de alegria, cores e brilhos. Em fevereiro de 2017, sairemos novamente às ruas, praças e avenidas de Papacaça. Em nome da saudade, onde muitos nem chegaram a senti!