domingo, 23 de julho de 2017

Bom Conselho terra do mestre Galo Preto, Patrimônio Vivo de Pernambuco!


Oriundo dos arredores do Quilombo Rainha Isabel, em Bom Conselho, no Agreste pernambucano, Tomás Aquino Leão não atendia por Galo Preto. Ganhou o apelido ao apartar briga, nos anos 1930. Menino brabo, metido a valente. Imitava os emboladores da região como quem não quer nada quando fez as primeiras rimas de improviso, aos 8 anos. Hoje, aos 82, o mestre do coco, repentista e embolador, é a maior representatividade cultural de Bom Conselho, de prestigio nacional.


Apesar dos percalços da vida, jamais abandonou suas tradições. Ainda menino, acompanhando o irmão mais velho, vendeu frutas, legumes, amadureceu os versos nas ruas do centro de Recife. Por obra do acaso, foi ouvido por Ascenso Ferreira enquanto cantarolava em frente à casa do poeta. E o destino lhe sorriu. “Ascenso me pôs em contato com Zil Matos, que tinha um programa na Rádio Clube, na qual terminei indo cantar. E tudo começou”, resgata. Animou festas de família, inaugurações de lojas, emprestou a voz a campanhas publicitárias, criou jingles para políticos locais.


Nos anos 1970, os das “vacas gordas”, como ele diz, participou de programas de TV, contracenou com Chacrinha, Silvio Santos, Flávio Cavalcanti. Cantou com Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Arlindo dos Oito Baixos. Imprimiu nacionalmente o seu nome. O desenrolar da trajetória, registrada no documentário Galo Preto, o menestrel do coco (2011), de Wilson Freire, ganha novo capítulo com o primeiro álbum autoral. Histórias que andei reconstrói memórias e inspirações de Galo Preto, enraizadas na oralidade do Agreste pernambucano e difundidas pelo mestre, rei do improviso, há mais de 70 anos. 

Crédito: Fotos (Wagner Medeiros) Texto adaptado !Diário de Pernambuco) - http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2016/11/28/internas_viver,675574/mestre-galo-preto-patrimonio-vivo-de-pernambuco-lanca-primeiro-disco.shtml