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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Violonista Sérgio Tenório


Associação dos Músicos Amadores de Bom Conselho, tem a alegria de registrar em seu Inventario Cultural, há existência do Músico bom-conselhense SÉRGIO ANTONIO FREITAS TENÓRIO, músico dos instrumentos de Cavaquinho e Violão, filho do nosso saudoso Imortal Maestro José Duarte Tenório (Zé Puluca), Sérgio Tenório iniciou sua vida como músico por influencia do seu pai Maestro Zé de Puluca, que na época era o maestro responsável pela Orquestra e Escola de Música Villa Lobos.



Foi aos seus 13 anos de idade, que Sérgio Tenório deu inicio ao oficio de tocar instrumentos de cordas (Cavaquinho e Violão), durante sua mocidade animou junto com o Maestro Zé Puluca os festejos dos mais variados temas, Bailes de Carnavais e Formaturas, Aniversários...


É no ritmo do samba, chorinho, valsa, bolero e forró que o musicista Sérgio Tenório recorda o Legado do seu pai, tempos dourados de uma época, apenas revisitada por aqueles que viveram intensamente uma Bom Conselho mais cultural.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Zé Cícero Acordionista de Bom Conselho



Nossa jornada de recenseamento cultural desta vez chega ao Sítio Abóbora localizado no distrito de Logradouro dos Leões, zona rural de Papacaça, foi lá, que encontramos JOSÉ CÍCERO SANTINO INÁCIO, O Zé Cícero Sanfoneiro, amigo dos músicos; Basto Peroba, Tonho Buzunga, Mané Caju, Bain e Everaldo, genuínos artistas populares de Bom Conselho. 

Infelizmente Zé Cícero não consegue sustentar sua família do oficio de músico, é como agricultor que dignifica filhos e esposa, extraindo do solo mãe os benignos frutos que alimentam sonhos de vida mas prospera, filho do violista e rabequeiro Honório Caetano Inácio e sobrinho do sanfoneiro Francisco Santino.

Cícero Sanfoneiro, aprendeu o gosto de toca acordeom ainda muito jovem, há 16 anos que tocar sanfona, e foi do seu saudoso pai que ganhou seu primeiro acordeom, realizando seu sonho de menino, que através das suas travessuras tocava escondido o fole Todeschini do seu tio Chico.

Foi ainda como estudante da Escola Municipal do Sítio Forquilha, que deu inicio seu oficio como acordeonista, tocando pela primeira vez em público, a pedido da sua professora. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O Legado de Bain do Acordeom ...


Nossa Jornada cultural nos leva para conhecer cada vez mais a história da nossa vocação pela cultura , Associação dos Músicos Amadores de Bom Conselho em sua Inventariança Cultural, visita o artista popular bom-conselhense, VALDEMAR ALVES BEZERRA, conhecido com Bain do Acordem, nascido e criado no Sitio das Areias, agricultor e Músico, oriundo do agreste de Bom Conselho.


Bain iniciou sua vida divido por duas paixões, o amor pelos seus saudosos pais e a vontade de aprender a tocar sanfona, ainda com seus 6 anos de idade, saia escondido da sua mãe para ver os sanfoneiros tocarem nas festas de santos.  


Nosso Acordeonista é Primo dos Sanfoneiros Tonho Buzunga e Everaldo, que desde seus 25 anos de idade, aprendeu sozinho a tocar Sanfona, o batismo do seu apelido foi herança do seu saudoso pai.


Há mais de 40 anos Bain encanta com sua arte de tocar acordeom, nas festas tradicionais de santos, batizados, farras de amigos, quadrilha junina, reisados, casamentos e aniversários.


Bain é autor de varias composições, que entre os descansos nos finais de semanas, sentado em sua cadeira nos deleites das sombras frescas do alpendre de residência, escreveu a música QUE FALTA FAZ GONZAGÂO, uma homenagem a Luiz Gonzaga, e também a Música HOMENAGEM A BASTO PEROBA, um justo Tributo ao Sanfoneiro bom-conselhense Peroba, músicas gravadas no seu CD Forró do BOM.


A simplicidade é outra característica forte em nosso artista de raízes popular, que recebe sempre bem a todos, Bain é um verdadeiro patrimônio cultural de valor inestimável para cultura de Bom Conselho.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A Irreverência do Carnavalesco Tonho de Dinda




Com sua irreverência ele foi uns dos mais carnavalescos de sua época, ícone dos carnavais de Bom Conselho, estamos falando do saudoso ANTONIO CARLOS DE SOUZA BIAS, conhecido como TONHO DE DINDA.
 

Neto do Maestro Joaquim José de Souza Bias e filho do Trombonista da Orquestra Villa Lobos Zé de Dinda, Tonho de Dinda foi músico de vários instrumentos de percussões, foi Fundador do Bloco Os 5 dos Sambas, Membro do Bloco das Piranhas e Resgatou o Bloco os Sombreiros na qual esteve a frente do bloco por 7 anos, bloco hoje administrado pelos seus familiares.  


Torcedor apaixonado pelo Spot Club do Recife e do Clube de Regatas do Flamengo, antes de ir para sua última morada fez ao seu primogênito Junior, na Av Tenente Raul de Holanda Cavalcante prometer que atenderia seus três últimos pedidos; primeiro que não deixasse o bloco caí, nem que só saísse seu filho e sua esposa, segundo que quando morresse fosse colocado sua camisa do Sport Club, dentro do seu ataúde e por fim que seu filho cuidasse da sua mãe.



Apesar de ter já se passado 5 anos do falecimento de Tonho de Dinda, sua tradição carnavalesca segue firme nos festejos de Momo de Bom Conselho, reunindo jovens e crianças dos quatro cantos de Papacaça, embalado pelo ritmo contagiante do frevo de rua, erguendo seu alusivo Estandarte de tradições, raízes da multiculturalidade do carnaval pernambucano.

 


Hoje apenas reencontramos nos registros fotográficos, o sorriso largo de Tonho de Dinda e dos seus amigos foliões, que juntos brincaram carnavais em uma época de sonhos e de desejos, inspirados pelo envolvente jogo do amor, entre arlequim, pierrot e colombina.


Lá vem o Bloco Os Sombreiros, com seu Estandarte de cores vibrantes, abrindo alas, de sonhos, confetes e serpentinas, compostos por amigos e familiares, ilustres pessoas que preservam as recordações de um tempo vivenciado pelo saudosismo, mantendo a tradição dos antigos carnavais, fortalecendo a memória daquele que certamente foi o mais carnavalesco de todos, Salve Tonho de Dinda e seus carnavais de sonhos mil.


Abertas as inscrições para o IX Concurso de Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco


Este ano, três nomes serão escolhidos para se juntar aos outros 30 representantes da cultura popular. Interessados têm até o dia 23 de outubro para se candidatar.

Por mais um ano, o Governo do Estado de Pernambuco reafirma o seu compromisso com a valorização dos nossos mestres da cultura popular. Estão abertas as inscrições do IX Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco - RPV, que, desde 2005, vêm prestando o seu reconhecimento a esses verdadeiros detentores dos saberes e conhecimentos tradicionais. Podem se candidatar pessoas físicas ou grupos culturais, constituídos juridicamente ou não. Os interessados têm até o dia 23 de outubro para se inscrever, de segunda à sexta, das 9h às 14h, na Diretoria de Preservação Cultural (Coordenadoria de Patrimônio Imaterial), que fica no 2º andar da sede da Fundarpe (Rua da Aurora, 463/469, Boa Vista - Recife/PE).

Anualmente, o Governo do Estado concede o título vitalício de Patrimônio Vivo de Pernambuco a três personalidades representativas que fazem a história cultural do estado. Para concorrer, as candidaturas ao RPV devem ser propostas por prefeituras ou secretarias municipais de Cultura, a Secretaria Estadual de Educação, o Conselho Estadual de Cultura, a Assembleia Legislativa ou entidades sem fins lucrativos constituídas há pelo menos dois anos e que tenham como uma de suas finalidades a proteção ao patrimônio cultural ou artístico estadual.

Cada proponente só pode apresentar uma candidatura por ano. Para participar enquanto pessoa física é preciso ter nacionalidade brasileira, residir no estado há mais de 20 anos e comprovar currículo de trabalho na área cultural pelo mesmo período de tempo, além de apresentar declaração de renda. Já os grupos culturais, além da declaração de renda, precisam comprovar ter 20 anos de existência em Pernambuco e atuação no fomento à cultura popular e tradicional também pelo mesmo período.

Atualmente, Pernambuco conta com 30 patrimônios vivos. São eles o cineasta Fernando Spencer; a cirandeira Lia de Itamaracá; a circense Índia Morena; o sanfoneiro Camarão; os ceramistas Mestre Nuca e Zé do Carmo; os xilógrafos Dila, José da Costa Leite e J. Borges; a coquista Selma do Coco; o maestro Duda; o sambista Didi e os artesãos Zezinho de Tracunhaém e Manuel Eudócio. Também são patrimônios vivos os seguintes grupos culturais: a Banda Curica, de Goiana – mais antiga do Brasil –; o Teatro Experimental de Arte (TEA), de Caruaru; a Confraria do Rosário, fundada por escravos; o Clube de Alegorias e Crítica Homem da Meia Noite, de Olinda; o Maracatu Leão Coroado; o Caboclinho Sete Flexas, do Recife, e a Sociedade Musical Euterpina Juvenil Nazarena – Capa Bode, de Nazaré da Mata; Maria Amélia da Silva, Tomaz Aquino Leão (Galo Preto); e o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança.

Em 2012, foram selecionados a Associação Musical Euterpina de Timbaúba, João Silva e Arlindo dos 8 Baixos. Mestre Salustiano, Ana das Carrancas e Canhoto da Paraíba – que também foram contemplados - faleceram em 2008.

O edital, o regulamento e os formulários de inscrição estão disponíveis nos links abaixo:

http://www.fundarpe.pe.gov.br/abertas-as-inscricoes-para-o-ix-concurso-de-registro-do-patrimonio-vivo-de-pernambuco

Seminário
Com o objetivo de fornecer o máximo de informações necessárias para que os interessados em se candidatar ao RPV realizem suas inscrições corretamente, a Fundarpe irá realizar, no próximo dia 16 (segunda), o Seminário Registro do Patrimônio Vivo - Edição 2013. O evento acontece das 14h às 16h, no auditório da Secretaria Estadual de Defesa Social (Rua da Aurora, 487, Boa Vista - Recife/PE).

Durante o seminário, que é voltado para prefeituras, entidades sem fins lucrativos, mestres e grupos da cultura popular, serão prestados esclarecimentos quanto ao processo de inscrição. O momento servirá para tirar dúvidas sobre quais documentos apresentar, a organização desse material, prazos e sobre a Lei do Patrimônio Vivo.